Caqui ou Dióspiro?

O Caqui (Português do Brasil) ou Dióspiro (Português Europeu) é o fruto do caquizeiro ou diospireiro, uma árvore da família Ebenaceae. O nome dióspiro (Diospyros) tem origem no grego: διόσπυρος (dióspyros), que significa alimento de Zeus, enquanto caqui vem do japonês kaki (柿).

Existem diversas variedades: a vermelha, quando madura, é muito doce e mole e precisa de muito cuidado no transporte para não se amassar. Esta variedade é muito consumida em Portugal. A variedade conhecida como caqui-sileide (no Brasil) é de cor alaranjada e no interior tem riscas cor de chocolate. É mais dura e resistente e não tão doce como a vermelha. Tem poucas calorias (cerca de 80 por 100 g) e possui vitaminas A, B1, B2 e E, além de cálcio, ferro e proteínas.

O caqui é muito cultivado na região sul do Brasil e no estado de São Paulo, particularmente em Itatiba, Piedade e em Mogi das Cruzes, conhecida como Terra do Caqui, pois o fruto dá-se bem em climas amenos e frios (subtropical e temperado). No Brasil, as primeiras variedades do caqui doce foram trazidas por imigrantes japoneses em 1916. Os brasileiros só conheciam o caqui do tipo adstringente, aquele que «amarra a boca». É também cultivado em Portugal, nomeadamente na região das Beiras.

Fonte: Wikipédia (Leia mais)

Abóbora

A abóbora é uma planta proveniente da América Central e pertence à família das cucurbitáceas, a mesma família do melão, melancia e do pepino.

Possui um baixo valor energético de apenas 9 Kcal por 100g e vários tipos de carotenoides na polpa do fruto (que lhe dá a cor laranja e amarela) sendo que o betacaroteno é pigmento predominante. São substâncias com características antioxidantes e no caso do betacaroteno este é convertido parcialmente em vitamina A no organismo.

Possui muitos benefícios para oferecer à saúde, ela é um alimento bastante versátil e pode ser utilizado em diversas preparações, doces e salgadas. A abóbora é rica em potássio, cálcio, fósforo, ferro, magnésio, zinco, fibra, riboflavina e vitaminas A, C, E e complexo B.

Contém, ainda, fitonutrientes que mantêm a saúde da pele ajudam a impedir os malefícios da luz solar. A polpa é indicada para as doenças dos rins e do coração. Todas as variedades de abóbora são também laxantes e depuradoras de tóxicos intestinais que elevam a pressão arterial. São sempre recomendáveis para quem tem tendência à constipação intestinal.

Também ajuda na dieta de atletas. Isso se deve às vitaminas do complexo B, pois regulam funções importantes no metabolismo e à presença de carotenoides, que são componentes antioxidantes que o corpo transforma em vitamina A.

O consumo de carotenoides protege o organismo de doenças crônicas, como doenças cardíacas e câncer e também previne problemas de visão. As vitaminas do complexo B ajudam a melhorar nosso sistema nervoso, prevenindo doenças neurológicas e conferem mais energia ao organismo.

Para que seus benefícios sejam aproveitados, recomenda-se o consumo regular. Uma porção de abóbora cozida equivale aproximadamente a 50 gramas (1 ½ colher de sopa). O importante é que ela faça parte do  cardápio.

Quem está em dieta para emagrecer e pessoas diabéticas podem usufruir dos benefícios da abóbora. Por ser um alimento rico em fibras e ainda possuir em sua composição carboidratos de baixo índice glicêmico, a abóbora pode favorecer também o controle da glicemia, além de dar a sensação de saciedade.

A semente da abóbora também vem sendo bastante consumida. Ela possui uma boa quantidade de triptofano, um aminoácido importante na produção de serotonina, sendo estes responsáveis pelo controle do humor, sono e apetite. Uma porção de sementes torradas de abóbora por dia é o suficiente para a melhora do humor e disposição. Quando torradas, as sementes apresentam uma boa quantidade de zinco, ômega 3 e fitoesteróis, que são substâncias que auxiliam na redução o colesterol.

Há estudos que demonstraram benefícios na prevenção de câncer de próstata, artrite, no aumento da resposta imunológica, proteção do sistema cardiovascular, além de atuar como vermífugo natural (contra vermes).

As flores da abóbora são usadas em algumas regiões do país como parte de um refogado. Os brotos são utilizados para fazer ensopados e a casca pode enriquecer o arroz, a farofa ou até mesmo a carne moída. Basta usá-la bem picadinha.Para comprar a abóbora sem erro, observe se a casca está firme, lisa, sem rachaduras e sem manchas. Normalmente, ela é vendida em pedaços e, nesse caso, escolha o que parece mais fresco. A abóbora madura deve ficar na geladeira.

Carambola

carambola

A carambola é o fruto da caramboleira, uma árvore ornamental de pequeno porte. A fruta parece uma estrela quando cortada e tem cinco gomos. Possui flores brancas e purpúreas. É largamente usada como planta de arborização de jardins e quintais. É originária da Índia, sendo muito conhecida na China.

De sabor agridoce, com coloração variando do verde ao amarelo, dependendo do grau de maturação, rica em sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e contendo vitaminas A, C e do complexo B, a carambola é considerada uma fruta febrífuga (que serve para combater a febre), antiescorbútica (que serve para curar a doença escorbuto – carência de vitamina C, e que se caracteriza pela tendência a hemorragias) e, devido à grande quantidade de ácido oxálico, estimulador do apetite. Seu suco pode ser usado para tirar manchas de ferro, de tintas e ainda limpar metais. Sua casca é utilizada como antidisentérico, por possuir alto teor de tanino – cujo poder adstringente pode prender o intestino.

Pode ser consumida ao natural ou no preparo de geléias, caldas, sucos e conservas. Cortada em fatias e deixada no fogo brando com açúcar, fica quase da mesma consistência e sabor do doce de ameixa-preta. Na Índia e na China são bastante consumidas como sobremesa, assim como as flores e os frutos verdes, que são utilizados nas saladas.

Pessoas portadoras de insuficiência renal não podem comer carambola, pois esta fruta possui uma toxina natural que não é filtrada pelo rim destas pessoas, ficando retida no organismo e atingindo o cérebro, podendo levar inclusive, à morte. Os sintomas de intoxicação são crise de soluços, confusão mental, convulsões e coma.